A 11 de Novembro de 1975 é proclamada a independência de Angola depois de mais de uma década de conflito armado com Portugal. Ainda que a administração do Estado Novo tivesse na preservação das possessões ultramarinas uma prioridade, o conflito, e o que dele resultou, era inevitável, já que a contestação ao colonialismo vinha-se afirmando desde meados do século por grande parte do continente africano, levando várias potências europeias à descolonização dos seus territórios.

O que se seguiu foi um longo período de conflito interno. A união entre os vários grupos e movimentos que conduziram a libertação nunca foi fácil, e mesmo durante o período transitório os acordos não são respeitados e estabelecem-se as posições de ambição pelo controlo do poder. Questões de índole ideológica e étnica estabelecem a divisão do país e determinam a história dos 46 anos que se seguiram.

A presente exposição fotográfica revela um país marcado contrastes e dualidades. A fotógrafa angolana Djelsa Ariana conjuga no seu trabalho as marcas de herança colonial com a realidade da Angola contemporânea. Com um foco maioritariamente urbano, são os elementos arquitetónicos que espelham a confluência de luxo e miséria, beleza e degradação, novo e velho.